“É um programa muito positivo, em que há o resgate da cidadania, há uma inclusão social, há uma valorização do indivíduo e, ao mesmo tempo, há concretamente uma redução dos índices de criminalidade onde o Fica Vivo está instalado”.
Antonio Anastasia
Recentemente, o programa Fica Vivo, do Governo de Minas, foi apontado pelo Banco Mundial como uma iniciativa de sucesso na redução da criminalidade. É o reconhecimento de um trabalho que, de fato, está dando resultados, não é governador?
Antonio Anastasia - É verdade. O programa Fica Vivo é um exemplo muito positivo de um programa de prevenção à violência. Nós sabemos que o combate à violência, o combate à criminalidade, passa por diversas etapas e uma delas é a prevenção, ou seja, vamos evitar que o crime ocorra. Para isso, temos diversas ações e uma delas, que se destaca e que recentemente foi premiada e reconhecida pelas Nações Unidas, é exatamente o Fica Vivo. O Fica Vivo é um programa de inclusão social nas chamadas áreas de risco. Ele chega a reduzir em até 50 por cento o índice de homicídio nessas regiões. E no que consiste o Fica Vivo? O Fica Vivo é um programa simples porque ele se dá através de oficinas. São centenas de oficinas à disposição dos jovens entre 14 e 25 anos, nas quais o jovem se dedica a atividades esportivas, culturais, artísticas, tem cursos de prevenção e há também a tentativa da intermediação para evitar conflitos. Já são 27 núcleos do Fica Vivo por todo o Estado, alguns em parceria com as prefeituras municipais. É um programa muito positivo que, ao mesmo tempo, há um resgate da cidadania, há uma inclusão social, há uma valorização do indivíduo e, também muito importante, há concretamente uma redução dos índices de criminalidade onde o Fica Vivo está instalado.
É possível dizer que no Governo de Minas Gerais hoje há uma mentalidade consolidada de que o caminho para se reduzir a violência é a inclusão social. É possível dizer isso?
Antonio Anastasia - Também não há dúvida. Como eu dizia, para combater a criminalidade nós precisamos da prevenção e também da repressão. A repressão se dá mediante as ações da Polícia Militar, da Polícia Civil, do poder judiciário e do Ministério Público. Mas a prevenção é mais importante. Vamos evitar que o crime ocorra. E, para fazer essa prevenção bem feita, temos de ter a inclusão social, o reconhecimento dos jovens, do seu papel, do sentimento de valorização e de autoestima que é muito importante. O Fica Vivo se presta a esse papel: de dar aos jovens o seu devido valor e dar a eles alternativas, até profissionais, por meio das oficinas.
Nós temos hoje uma série de problemas que afligem as famílias mineiras. Eu vou citar um deles que é muito grave, que é o problema do crack. O senhor acha que essa modalidade de trabalho, essa maneira de se trabalhar pode concretamente reduzir esse problema?
Antonio Anastasia - Sim. O crack hoje, ou as drogas de um modo geral, representam, de fato, um grande índice de criminalidade porque estimulam o crime. Seja porque aquela pessoa, que está sob o efeito da droga, acaba ficando fora da sua consciência e comete crimes, seja porque ele por necessidade da droga comete também crimes para conseguir dinheiro para comprar o crack, a cocaína ou outras drogas. Então, nós precisamos evitar que isso ocorra. E é claro que o Fica Vivo também tem esse papel, de alerta aos jovens para mostrar os efeitos nocivos da droga no seu dia a dia, no seu comportamento, e, em especial, no seu futuro. E é fundamental que isso ocorra em toda Minas Gerais. E os núcleos do Fica Vivo, estas 27 unidades que já temos e pretendemos aumentar ao longo dos próximos anos por mais unidades, por mais municípios mineiros, serão certamente uma base muito forte no combate as drogas.
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