quinta-feira, 4 de agosto de 2011

03/08 - Sedese participa de ação do Programa Aliança Pela Vida



“Ela sempre foi uma boa filha, nunca me deu trabalho. Ela não tinha essa cor pálida, sempre foi vaidosa, com cabelo bonito. Agora, está dessa forma, nem roupa para vestir tem mais. O crack está acabando com ela”. O depoimento é de uma mãe que levou, voluntariamente, a filha, de 19 anos, para ser atendida pela equipe do Governo de Minas, que esteve na manhã desta quarta-feira (3) na Pedreira Prado Lopes, região Noroeste de Belo Horizonte.

A abordagem, identificação e atendimento a usuários de crack é uma das ações do Programa Aliança Pela Vida, lançado nessa terça-feira (2) pelo governador Antonio Anastasia. A jovem foi uma das atendidas e receberá tratamento do governo para se livrar do vício. “Ela não usava drogas, começou há uns oito meses”, contou a mãe, visivelmente emocionada.

O Aliança pela Vida é desenvolvido pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Defesa Social (Seds), com a parceria de entidades da sociedade civil, buscando sempre fortalecer a luta contra as drogas.

A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) participou da abordagem na Pedreira Prado Lopes. Equipes das coordenadorias de diversidade sexual, da mulher, do idoso, da igualdade racial, da criança, adolescentes e da pessoa com deficiência, além da Assessoria para Assuntos Sociais de Vilas e Favelas – todas ligadas à Subsecretaria de Direitos Humanos - , conversaram e prestaram o primeiro atendimento aos usuários de drogas. Muitos aceitaram e foram encaminhados para tratamento.

50 pedras por dia
Levi Leonardo, de 54 anos, foi um dos abordados. Viciado em crack, ele conta que a mulher e os seis filhos o abandonaram em razão da droga. “Vendo ferro velho para comprar a pedra. Fumo umas 50 por dia. É a noite toda e o dia inteiro”, conta o homem, que aparenta ter bem mais do que a idade informada. Efeitos da droga, conforme ele mesmo admite. Cada pedra de crack custa R$ 10,00, segundo Levi.

Apesar de ser usuário de drogas há 20 anos e de ter perdido tudo, Levi não perde a esperança de vencer a batalha contra o crack. “É preciso ter muita força de vontade, arrumar um emprego, tirar documentos e ter apoio do governo. Com isso, acho que posso largar. Difícil é, mas não é impossível. Eu tenho força de vontade. Todo mundo na favela gosta de mim e diz que eu sou trabalhador”, disse Levi.

Nascido e criado na favela, o responsável pela Assessoria de Assuntos para Vilas e Favelas, Cris do Morro, conversou com vários usuários. “A iniciativa leva o atendimento e a ajuda até essas pessoas, o que aumenta o interesse e a esperança de recuperação”, ressaltou Cris.

Aliança pela Vida
Apenas para 2011, o Governo de Minas deve investir R$ 70 milhões no Aliança pela Vida .Na primeira etapa, os recursos serão destinados a cinco ações principais, que tiveram as implementações autorizadas pelo governador nessa terça-feira (2). A “Rua Livre de Drogas” transformará locais de consumo e de venda de drogas em ambientes propícios a atividades culturais, esportivas e de lazer, inibindo o uso de drogas nesses locais.

O “SOS Drogas” terá 20 atendentes qualificados para atender de maneira mais eficaz a quem procura o serviço, por meio do telefone 155. As “Equipes de Socorro Familiar”, formadas por psicólogo e assistente social, atenderão familiares de usuários de drogas em casa.

O “Prevenção em Pauta” vai utilizar a estrutura do Canal Minas Saúde, do Governo de Minas, uma das maiores redes de educação a distância do país. Atualmente com quatro mil pontos de recepção, a rede será ampliada para 15 mil pontos, instalados em escolas estaduais, Centros de Referência em Assistência Social (Cras) e presídios.

fonte:

Nenhum comentário:

Postar um comentário