A Assessoria para Assuntos de Vilas e Favelas, criada recentemente e vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), começou a receber, na Cidade Administrativa, representantes de aglomerados de Belo Horizonte para tratar de assuntos do interesse das comunidades. A ideia, de acordo com o diretor da Assessoria para Assuntos de Vilas e Favelas, Cris do Morro, é realizar as reuniões semanalmente.
O Aglomerado Santa Lúcia foi o primeiro a ser convidado para participar do encontro. Neste contato, os participantes apresentam os principais problemas enfrentados pelos moradores. Num segundo momento, é a assessoria que irá até a comunidade, quando os moradores vão formular e entregar ao Governo de Minas as principais reivindicações.
Durante o encontro, realizado nessa terça-feira (31) no prédio Gerais, Cris do Morro explicou como vai funcionar a assessoria, que será uma ligação entre a comunidade e o governo estadual. “Cada comunidade terá uma pasta, contendo todas as demandas para acompanhar o andamento. De início, estamos dando um prazo de 60 dias para apresentarmos uma resposta, mesmo que seja um não”, explicou.
A ideia agradou o morador Francislei Henrique, um dos participantes da reunião. “Essa postura do Governo é um avanço e pode se tornar um marco nas questões sociais. É importante termos respostas, mesmo que seja um não, pois o não leva as pessoas a tomarem outra postura”, disse.
O Aglomerado Santa Lúcia, conhecido também como Morro do Papagaio, tem 42 mil moradores e é composto pelas favelas Santa Rita de Cássia, Barragem Santa Lúcia, Vila Estrela e Vila Esperança / Vila São Bento.
Já o morador Marcos Guimarães fez alerta e disse que a ‘distância que existe entre município e Estado’ preocupa. Na visão dele, é preciso saber diferenciar bem e saber o que a comunidade tem e o que precisa para depois definir de quem é a responsabilidade. “Hoje uma demanda muito grande é ter uma escola de 2º grau dentro da nossa comunidade”, exemplificou.
Outro problema apontando inicialmente pelos moradores diz respeito à dificuldade que as pessoas com deficiência física e os idosos têm para sair e entrar na comunidade, que tem escadas íngremes, sem acessibilidade alguma.
Além da comunidade, participaram da reunião representantes da Secretaria de Estado Defesa Social (Seds) e da Defensoria Pública.
Nenhum comentário:
Postar um comentário