Campanha em BH troca alimento por objetos que possam servir de abrigo para o mosquito Aedes aegypti
Nathália Moreira - Do Hoje em Dia - 22/07/2011 - 20:48
Combater o mosquito da dengue vai render boa recompensa a moradores da Região Noroeste de Belo Horizonte. Garrafas pet, pneus e latinhas de alumínio, que servem de criadouro do Aedes aegypti, poderão ser trocados no sábado (23) por litros de leite pelas comunidades dos bairros Pindorama, Coqueiros, Glória e Jardim Filadélfia. Os postos para troca são a Escola Municipal Padre Edeimar Massote (Rua Eneida, 1.485, Coqueiros), das 8 horas ao meio-dia, e o Centro Integrado de Atendimento ao Menor (Rua Guararapes, 1.810, Pindorama), das 13 às 17 horas. A quantidade de leite a ser entregue ao morador depende do volume de objetos recolhido.
A ação de combate à dengue faz parte do projeto “Só quero ver meu morro feliz”, que teve a primeira edição em 10 de julho, no Bairro Nova Contagem, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Na ocasião, foram arrecadados 11.124 itens. A intenção dos organizadores – Secretaria de Estado da Saúde e Assessoria para Assuntos de Vilas e Favelas, vinculada à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) – é levar o projeto a 30 comunidades da RMBH até o fim do ano.
O idealizador e coordenador do evento, Cristiano da Silva, conhecido como “Cris do Morro”, conta que foi desenvolvida uma pesquisa para detectar os locais com maior número de focos da doença. Ele destaca a importância de atitudes como esta estarem ligadas às comunidades. “Existem várias campanhas na televisão, no rádio e em cartazes. Mas muitas vezes as pessoas não valorizam. Quando a campanha de prevenção atinge o lugar onde elas moram, de forma direta, o valor dado é muito maior”.
A ação é realizada aos fins de semana. Mas, antes disso, responsáveis pelo evento vão até os locais para esclarecer à comunidade tudo sobre a doença e o mosquito transmissor. Cristiano afirma que é muito importante a interação antes da data da troca pelo leite. “Precisamos de multiplicadores do assunto para o sucesso da campanha. Ir para a comunidade com carros de som e pessoas para panfletar ajuda muito”, disse.
Os objetos arrecadados são enviados para as associações e cooperativas de catadores. O diretor executivo do Centro Mineiro de Redução de Resíduos (CMRR), José Aparecido Gonçalves, monitora a ação e afirma que o trabalho realizado é muito importante. “Estamos fazendo várias ações conjuntas. Limpeza de vários locais e principalmente inclusão social e geração de renda para as pessoas que participam da triagem do material”. Após a separação, os itens viram matéria-prima para indústrias de reciclagem.
Até o momento, Belo Horizonte teve 6.245 notificações suspeitas de dengue. Do total, 1.376 foram confirmadas, sendo três com complicações e três de febre hemorrágica. Outros 4.519 casos foram descartados e 50 estão pendentes. A Região Noroeste apresenta o maior número de registros, 239, seguida da Região Norte, com 238.
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